PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 8º dia

Data: 22/10/2018
O dia de hoje foi decisivo, pois foi o dia em que tivemos que tomar decisões difíceis e mudar todos os planos da viagem. Às 9h, após o café da manhã, fomos à casa de câmbio, e trocamos 500 dólares (17.700 pesos argentinos), 350 euros (147,70 pesos argentinos) e 444 pesos argentinos (8.000 pesos chilenos), pois era o dia de cruzar a fronteira. Voltamos ao hostel e começamos a carregar a moto para partirmos, quando percebemos dois raios da roda traseira quebrados. Isso não é nada bom. A moto está mais pesada, com garupa e ainda tínhamos muito chão pela frente. Mas a prioridade era tentar consertar os raios.

 

O pessoal do hostel nos indicou uma oficina, mas eles não poderiam consertar naquele dia, teríamos que passar mais um dia ou dois em San Martín. Decidimos ir até Bariloche, que era a 190 km dali e, como uma cidade maior, teria mais estrutura para nos atender.
Pegamos a RN40 e fomos com cuidado, preocupados. Mas conseguimos, ao menos, aproveitar um pedaço do Caminho dos 7 Lagos. O gasto de gasolina hoje foi 300 pesos (9,50 litros). Os 7 lagos que formam este caminho, na verdade, não são exatamente 7. Oficialmente são formados pelos Lagos Lácar, Machónico, Falkner, Villarino, Escondido, Correntoso e Espejo. Porém, os lagos Espejo Chico, Traful e Hermoso também servem como um “bônus”, é que eles não ficam bem à margem na Ruta 40, é preciso fazer pequenos desvios para acessá-los. E ainda tem o Nahuel Huapi, que banha Bariloche e é tão bonito quanto os outros. Nós paramos nos miradores dos lagos Lácar, Machónico, Correntoso e Nahuel Huapi, no parque nacional que leva o mesmo nome,

 

Lago Lácar

Lago Machónico

Lago Correntoso

No meio do caminho fomos conversando e tomamos uma decisão importante. Estamos planejando e nos preparando (física, mental e financeiramente) há praticamente um ano para esta viagem até Ushuaia, era importante para nós conseguir chegar até lá. A gente divulgou, pediu para as pessoas acompanharem, imaginamos que daríamos dicas sobre Torres Del Paine, e estávamos mesmo ansiosos para conhecer El Calafate, o Glaciar Perito Moreno, as Catedrais de Mármore, a Carretera Austral e Ushuaia. Mas às vezes as coisas não acontecem como a gente planejou e a gente tem que tomar decisões rápidas e tentar fazer o melhor com o que deu para fazer.

 

Parque Nahuel Huapi. Já estamos próximos a Bariloche.

 

Em 2016 passamos a nossa lua de mel em Bariloche, mas foi um outro tipo de viagem, foi de avião, ficamos em um hotel 5 estrelas, saímos para jantar, tudo de acordo com uma boa lua de mel. Mas, na época, já dizíamos que um dia voltaríamos ali, só que de moto e ficaríamos em hostel, bem o tipo de viagem que fazemos agora. E talvez, por acaso, esse dia pode ter chegado. Já estamos atrasados no nosso planejamento e o gasto diário esta acima do programado. De qualquer forma teremos que gastar tempo e dinheiro para consertar a roda, não há condições de seguir viagem assim e ainda mais com  2.000 km pela frente. E se acontecesse de novo? E se quebrassem mais raios em lugares sem estrutura? Não sabemos como isso aconteceu, mas, depois de muito ponderar, decidimos gastar o restante do tempo e do dinheiro fazendo uma segunda lua de mel em Bariloche, visitando os lugares que não nos foi possível em 2016.
Ao fundo, San Carlos de Bariloche.

Encontramos no Booking o Universal Traveller Hostel, ficava relativamente perto do centro e o preço estava maravilhoso. Ficamos uma semana inteira por 3.500 pesos, foram 690 pesos por dia. Conseguimos um quarto de casal, o pessoal do hostel muito atencioso e nos recomendou uma oficina mecânica para levarmos a moto.
Hostel Universal Traveller Lodge
Nos acomodamos, tomamos um banho e fomos jantar em um lugar que já havíamos gostado na lua de mel, o Rock Chicken. Bom, barato (tudo deu 370 pesos), cerveja gelada e um bife de chorizo assado no ponto. Já está tudo ficando melhor.
Rock Chicken
Salud
A despesa total do dia foi de 1.722,50 pesos (173 reais). Mas sabemos que a partir de amanhã vai aumentar um pouco, então vamos ter que reavaliar nosso orçamento da viagem. Mas vai dar tudo certo. Sempre dá. Vamos tirar a semana de folga, até para se reorganizar psicologicamente, mas tentaremos mostrar aqui lugares bacanas que iremos conhecer. Talvez dessa vez possamos ir ao Cerro Catedral, em 2016 não foi possível, só conseguimos ir ao Cerro Campanário. E nem estava nevando. Até a proxima!

PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 6º e 7º dia

Data: 20 e 21/10/2018
Saímos de Villa Regina abaixo de chuva, já estávamos acostumando. Hoje o trajeto é mais longo. São 526 km até San Martín de los Andes, já na província de Neuquén. Seguimos pela RN22 até Zapala, onde ela cruza com a RN40.

 

Saída do hotel em Villa Regina.
Mapa do trecho Villa Regina (Río Negro) a San Martín de los Andes (Neuquén).
Antes de entrarmos na RN40 paramos para abastecer, enchemos 9,80 litros por 370 pesos.

 

Nem chegamos na metade do caminho e ela já está assim.
E então entramos na famosa Ruta 40. Não podemos dizer qual é o estado dela de forma geral, até porque esta rodovia percorre 5.524 km e cruza 11 províncias argentinas, de sul a norte do país, mas um bom pedaço deste trecho entre Río Negro e Neuquén não estava nada bom. Chegou uma hora em que os carros preferiram andar pelo acostamento por um bom tempo, pois ali estava melhor para circular, tamanha buraqueira. Mas depois as condições melhoraram, assim como o tempo.
Trecho da Ruta Nacional 40 entre Río Negro e Neuquén.

Como planejamos tirar um dia de folga em San Martín de los Andes, reservamos 2 dias de hospedagem no Puma Hostel. Os dois dias saíram por 2.600 pesos.

 

Puma Hostel em San Martín de los Andes.
Vista do quarto para o estacionamento (gratuito).
Foi possível estacionar a moto bem em frente à nossa janela.
Eles aceitam pagamento em dólar, e até cogitamos essa possibilidade, pois nossos pesos argentinos estavam acabando. E, para completar, como era um sábado, a casa de câmbio já estava fechada e só abriria na segunda-feira, a partir das 9h. Mas o pessoal do hostel nos deixou acertar tudo segunda-feira, após trocar dinheiro. O hostel tem uma estrutura muito boa, ótimo atendimento e ótimas instalações, atendeu muito bem às nossas necessidades.
A cidade de San Martín de los Andes também é muito charmosa, fica no início do Caminho dos 7 lagos, é bem semelhante à Bariloche, tem esse clima bem característico.

Tiramos um dia de folga passeando pela cidade e nos abastecendo no supermercado, afinal, utilizamos bastante a cozinha do hostel. Nossas despesas totais nesses dois dias foram de 3.890 pesos (394 reais).
Cozinha do hostel.
Quando sairmos de San Martín de los Andes, vamos percorrer o Caminho dos 7 Lagos, mas vamos interromper antes de Villa la Angostura, para pegar a RN231 e cruzar a fronteira para o Chile até Puerto Varas. Como já sabemos que a aduana chilena costuma ser bastante rígida, temos que nos preparar e sair bem cedo. Nos desejem sorte! Abraços e pé na estrada!

 

 

PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 5º dia

Data: 19/10/2018
Hoje vamos sair de Santa Rosa, na província de La Pampa, e vamos até Villa Regina, que fica na província de Río Negro. Tomamos café da manhã cedo no hotel de Santa Rosa (que é cobrado separado, 80 pesos por quarto) e saímos logo, pois o tempo estava muito feio para acampar e não achamos na internet nenhuma hospedagem para reservar com antecedência em Villa Regina, ou seja, teríamos que chegar lá e encontrar hospedagem.

 

Descemos a RN35 até chegar a um posto YPF, onde paramos a primeira vez para abastecer. Enchemos 12,50 litros por 415 pesos.

Dali do posto já entramos à direita na RN152 e seguimos até Puelches. Depois entramos na RN232 e pegamos um trecho sem pavimentação na estrada até chegar na RN22, que nos levaria até Villa Regina. E, para completar, começou a chover no caminho. Mas, estamos aqui para isso, não é mesmo? Fizemos um mapa do caminho percorrido, que deu em torno de 442 km no total.
Trajeto de Santa Rosa (La Pampa) até Villa Regina (Río Negro).
Trecho da RN232.

Nessa parte do caminho já começamos a perceber exatamente onde o clima muda, onde começamos a sentir mais frio.
Paradouro na RN152.
Finalmente chegamos na RN22 e seguimos por mais uns 30 km até pararmos para abastecer novamente em um posto em Chichinales.  Desta vez, colocamos 11,71 litros que custou 370 pesos. Mais uns 15 km e chegamos em Villa Regina. Logo na chegada à cidade, vimos um hotel, bem na RN22 mesmo, resolvemos tentar hospedagem ali mesmo. O hotel se chama Hotel Nuevo Cheo e a diária custou 1.400 pesos. Caro para a nossa média, mas não conseguíamos rastrear mais nada por ali e pegar toda a chuva e frio do caminho nos deixou mortos de cansaço. Compensaríamos esse gasto comendo um sanduíche no posto de gasolina ao lado do hotel, que sairia bem mais barato do que buscar um restaurante, e ainda podíamos ficar ali usando o wi-fi gratuito, uma vez que o hotel estava com problemas na internet. No fim, a calefação do quarto e do banheiro compensou o investimento, sentir tanto frio nos faz valorizar uma boa ducha quente.
Hotel Nuevo Cheo em Villa Regina.

Entrada do estacionamento (gratuito).
Precisamos passar em uma farmácia, pois a mudança climática deixou a garupa um pouco resfriada. Contrário ao que aconteceu na viagem ao Atacama, desta vez a falta de atividade física pré- viagem comprometeu mesmo o sistema imunológico. Os gastos com combustível, remédio e alimentação, somaram como despesa geral do dia 2.619 pesos (266 reais). Vamos torcer para que o tempo melhore amanhã para que possamos seguir mais tranquilos para San Martín de lós Andes. Até a próxima e pé na estrada!

PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 4º dia

Data: 18/10/2018
Na saída de Chivilcoy percebemos que o tempo estava mudando, estava mais nublado. Tínhamos que nos apressar para não pegarmos uma eventual chuva no caminho. Hoje é só descer reto a RN5 até Santa Rosa, são aproximadamente 453 km.

 

 

 

Paramos para abastecer, colocamos 9,23 litros por 450 pesos. Pela primeira vez (de muitas que vieram), fomos parados pela polícia rodoviária para inspeção de rotina. É impressionante como a fiscalização nas rodovias aqui na Argentina funciona bastante. Pediram o documento do condutor, do veículo, perguntam para onde estamos indo, tudo na maior tranquilidade e na maior educação. Entregamos o que foi pedido, verificaram e nos liberaram, em todas as vezes.

 Fizemos reserva no Hotel Lihuel Calel, bem na beira da RN5. A diária saiu por 1.200 pesos.
Foto obtida do Google Imagens.
O hotel é um labirinto mas é muito bom.

Jantamos no hotel mesmo, não havia muita coisa ali por perto da rodovia. Gastamos 913 pesos, com mais o valor do combustível, nossa despesa total do dia foi de 2.536 pesos (260 reais). Amanhã retomaremos um pouco do roteiro original indo para Villa Regina, se o tempo ajudar podemos até acampar por lá. Mapeamos dois campings municipais bem à beira da RN22. Até a próxima e pé na estrada!

 

PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 3º dia

Data: 17/10/2018

Saímos de Concepción Del Uruguai de manhã bem cedo, apesar de termos decidido rodar até Chivilcoy, que fica a 362 km dali. Vai que dá algum problema na moto ou algo do tipo, ainda estamos vigilantes.

Estacionamento do Hotel Mitre, em Chivilcoy.
Pegamos a RN14 até Ceibas, quando ela vira a continuação da Ruta Nacional 12, que nasce em Zarate e vai até Puerto Iguazu, quase divisa com o Paraguai.

 

Em Zarate, passamos pelas pontes Zarate-Brazo, que formam o Complexo Ferroviário União Nacional e que ligam as províncias de Buenos Aires (Zarate) e Entre Ríos (Brazo Largo).
É possível ver a ponte ferroviária do complexo Unión Nacional.
Ponte General Mitre (Zarate-Brazo Largo).

 

São duas pontes, uma rodoviária e outra ferroviária, que cruzam dois braços do Rio Paraná, o Paraná Guazu e o Paraná de las Palmas.  A construção delas iniciou em 1971 e terminou em 1977.

Ponte em construção na década de 70 (imagem obtida do site www.historiaybiografias.com)

A parte da ponte que passa por cima do Paraná Guazu ganhou o nome de Justo José de Urquiza, porém, quando atravessa o Paraná de las Palmas o nome muda para Bartolomé Mitre.

Paramos para abastecer duas vezes nesse trajeto: na primeira parada colocamos 10,90 litros, que saiu 450 pesos. Na segunda, próximo a Zarate, enchemos o tanque com 10,28 litros por 435 pesos (total de 21 litros por 885 pesos).

De Zarate, rodamos aproximadamente uns 60 km pela Ruta Provincial 6 (não recomendamos, uma buraqueira só e muito perímetro urbano, a viagem não rende por causa do trânsito) até chegarmos perto de Luján (onde ficaríamos na primeira noite conforme o plano original) e dali pegamos a RN5 e descemos ela até chegar a Chivilcoy. De Luján até ali deu uns 100 km, aproximadamente.

Chegamos cedo em Chivilcoy, já tínhamos feito reserva no hotel Mitre, já entramos direto no estacionamento e fizemos check in por volta das 16h30.

Imagem obtida do site www.expedia.com.my/Chivilcoy.

A hospedagem no hotel saiu por 950 pesos o quarto de casal. Fomos atrás de um lugar para comer, mas os poucos restaurantes que tinham na redondeza abriam somente após às 18h00. Aproveitamos então para dar um passeio pela Plaza 25 de Mayo, que fica bem ao centro da cidade.

Às 18h00 em ponto, loucos de fome, fomos comer uma pizza em um lugar especializado em pizzas de mussarela, o Quiero Mussa. Aprovado!

O valor total em alimentação (pizzas, refrigerantes e mais umas bobagens que compramos em um supermercado) ficou em 350 pesos, o que deu um total de despesas no dia de 2.195,50 pesos (convertidos na época em 222 reais). Nos presenteamos com algo para nos ajudar a relaxar e dormir tranquilos.

Boa noite, cinderelos.

No fim a moto não apresentou nenhum problema até agora, pensamos que aquele vazamento de óleo pode ter sido do óleo da corrente, devido à alta temperatura na estrada, e não do amortecedor. Desde que chegamos a Chivilcoy, não percebemos mais nenhum vazamento. Agora é seguir daqui para Santa Rosa. Abraços e pé na estrada!

 

PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 2º dia

Data: 16/10/2018

Diferente de São Borja, a fronteira entre Uruguaiana e Paso de los Libres não é unificada, assim que tivemos que carimbar a saída do Brasil do lado de cá, atravessar a ponte internacional, e depois fazer a entrada na Argentina do lado de lá. Mas antes, uma passadinha necessária na casa de câmbio. Trocamos 300 euros por 13 mil pesos argentinos.

Aduana no lado brasileiro, onde carimba a saída.
Início da ponte internacional
Rio Uruguai

Aduana em Paso de los Libres

A aduana de Paso de los Libres é bem mais movimentada do que a de São Borja/Santo Tomé, aqui fazem a inspeção dos veículos, em especial os automóveis. Mas foi bem rápido o processo até. Entramos na Argentina e logo que pegamos a RN14 paramos para abastecer. Estávamos com saudades dos postos YPF. Os 9,70 litros de gasolina ali saíram por 405 pesos.

Lembram daquela sensação estranha, que incomodou desde o começo da viagem? Então, começou novamente quando percebemos que estava pingando óleo de onde achávamos que era o amortecedor. E quem acompanha o nosso blog lembra que lá em Cambará do Sul, no feriadão de Páscoa do ano passado, tivemos problemas com o amortecedor da Ténéré indo para o Cânion Fortaleza e tivemos que enviar para reparo, pois não é o original. Já começou a bater a ansiedade, pois ainda estávamos no início da viagem. Tudo bem que não é a mesma estrada dos cânions, mas a moto estava bem mais pesada com a bagagem e garupa. Ficamos naquela, voltar para casa e interromper a viagem dali quando mal entramos na Argentina ou seguir e correr o risco de ter problemas com o amortecedor mais uma vez, o que prejudicaria a viagem de qualquer maneira, pois estaríamos mais longe de casa?

No posto de gasolina tínhamos encontrado dois rapazes, que residem em São Leopoldo/RS, que estavam indo para o Chile de moto e pararam para nos oferecer ajuda. O povo da estrada, como sempre, parceiro. Mas estávamos tão apreensivos que nem perguntamos o nome deles, mas fica aqui o nosso profundo agradecimento. Estávamos parados em um posto, os dois rapazes conosco tentando nos ajudar, quando parou um grupo de uns senhores mais velhos, em motos maiores, que também nos ofereceram ajuda. Um deles ligou para um amigo que tinha uma loja autorizada da Yamaha na próxima cidade a uns 30 km dali. Os rapazes de São Leopoldo nos escoltaram até a entrada da cidade, e depois seguiram seu caminho.

Um dos rapazes nos escoltando ali na frente.

De qualquer forma, como o amortecedor não é original da Yamaha, não teve muito o que fazer, resolvemos seguir viagem e ver no que ia dar. Iríamos acampar em Luján, mas, ao invés disso, decidimos ficar um pouco antes, em Concepción Del Uruguai, sempre seguindo pela RN14.

Encontramos um hotel com um preço bem em conta, o hotel Virrey, pegamos um desconto no Booking.com (já devíamos ter pensado nisso lá no Atacama em 2017, pela praticidade de já chegar em um lugar com a reserva feita e não ter que ficar vagando atrás de hostel como fizemos). A diária aqui saiu por 1.260 pesos

Hotel Virrey em Concepción del Uruguai.
Entrada do estacionamento (gratuito).

Enfim, não foi um dia muito interessante, com coisas boas ou belas paisagens para mostrar, mas quisemos dividir também esses momentos de angústia, que temos a certeza que acontece com todos que se aventuram na estrada. Por sorte, nada como uma parrillada e uma Quilmes para esquecer os problemas. O jantar ali saiu por 860 pesos.

Ao final, gastamos um total de 2.525 pesos (256 reais) e fizemos 391 km até Concepción Del Uruguai. Próximo dia, tentaríamos ir para Santa Rosa, mas vamos ver como a moto vai se comportar até lá. Enquanto isso vamos vendo alternativas se precisarmos parar antes. Nos desejem sorte. Abraços e pé na estrada!

PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 1º dia

Data: 15/10/2018

É isso mesmo que você está lendo, o título está correto. Conforme divulgamos nas nossas redes sociais, não foi desta vez que chegamos a Ushuaia. Por motivos de problemas na moto, que iremos relatar mais adiante, só conseguimos ir até Bariloche.  Mas decidimos mesmo assim relatar aqui a nossa viagem, pelo menos onde foi possível chegar, pois acreditamos não haver motivos para não compartilharmos o que deu certo e também o que deu errado em nossa aventura. E, verdade seja dita, Bariloche não é nada ruim. Já saímos do Brasil com uma sensação estranha, replanejando todo o nosso roteiro, decidimos descer direto pela Ruta 40 e evitar o Chile (de fato, constatamos que fazer Ushuaia via Carretera Austral do inicio ao fim, mais Torres Del Paine, era um plano bastante megalomaníaco para apenas 30 dias no ritmo que costumamos fazer nossas viagens). Enfim, foi uma experiência diferente da nossa ida ao Atacama em 2017, mas cada experiência é única e a vida é assim mesmo, não somos os únicos a ter passado por isso. Ficamos chateados, com certeza, mas tentamos fazer dos limões uma limonada e podemos dizer que ela ficou ótima. No fim, existiu uma viagem, ela só teve um destino diferente.

Partiu!

Então, neste dia 15 de outubro, saímos de manhã cedo de Porto Alegre para irmos até Uruguaiana pela BR-290. O trajeto foi tranquilo e o tempo estava bom, tirando os buracos costumeiros aqui e ali nas nossas estradas e o enorme tráfego de caminhões, tudo correu bem. Paramos duas vezes para abastecer, no primeiro posto gastamos R$ 53,00 e no segundo R$ 54,00.

BR-290

As estradas no RS (sejam elas federais ou não) realmente não andam lá essas coisas.

Ah, os caminhões…

Paramos um pouco antes de Rosário do Sul para comer um lanche, recomendamos o pastel do Restaurante Le Sorelle (fica à beira da BR-290, ao lado do posto Shell), estava maravilhoso.

 

Pausa para o almoço
Seguindo viagem que tem chão pela frente.

A velocidade se mantinha nessa média
Quase

Chegamos em Uruguaiana por volta das 16h30 depois de rodarmos um total de 620 Km. Nos hospedamos no Hostel Solar dos Tchuccos, que fica bem perto da ponte internacional para Paso de los Libres. A diária saiu R$ 120,00 o quarto para casal, eles só não servem café da manhã. Apesar disso, o dono da pousada, Sr. Fabiano é muito atencioso e prestativo, e o hostel oferece uma linda vista do por do sol e da ponte.

Área interna do hostel

Vista da ponte internacional
🙂

De tardezinha, fomos até a praça central de Uruguaiana e comemos um sanduíche no Subway, estávamos muito cansados. Contando os gastos com alimentação, mais hospedagem e combustível, a despesa do dia foi de R$ 275,00. Fomos descansar cedo para encarar a aduana argentina no dia seguinte. Até mais e pé na estrada!

Barraca e 2°C em Gramado

No último post, apresentamos nossos sacos de dormir, nossos isolantes térmicos e outros acessórios. Agora chegou finalmente o dia de testar esses equipamentos no inverno de Gramado. Por motivos pessoais, tivemos que dar uma pausa nos acampamentos, mas, felizmente, conseguimos retomar no fim de semana do dia 21 e 22 de julho passado. Já sabíamos que iria esfriar bastante na serra, então a expectativa foi grande. Fomos para o Gramado Camping, que fica localizado entre Gramado e Canela, fomos direto pela BR-116.

 

O clima ajudou, pegamos um tempo ótimo na estrada.

BR-116, saindo de Porto Alegre.

O Parque Zoológico de Sapucaia do Sul.

Perto da entrada de São Leopoldo.

Na medida em que nos aproximamos da subida da serra, os irmãos e irmãs da estrada já vão aparecendo. Devia ter algum evento na Tenda do Umbu, em Picada Café.

É na ida e na volta.

E não é que tinha mesmo? XD

Como pensávamos, sábado ensolarado é sinônimo de Tenda do Umbu lotada de motos. Estávamos a uns 5 km da entrada de Picada Café quando percebemos o pneu murcho. Esse problema nos persegue desde o Atacama, pelo visto. Menos mal que logo que entra na cidade já tem uma borracharia.

Começou…

Sempre tem um doguinho perdido nas oficinas e borracharias 🙂

Consertada a câmara, seguimos viagem.

Passamos por Nova Petrópolis, uma vista sempre agradável na viagem.

Mais uns 30 km e chegamos em Gramado. A função com o pneu atrasou um pouco a viagem, mas conseguimos chegar ainda de dia.

Essa é a entrada do Gramado Camping:

O Gramado Camping é voltado para adeptos dos trailers e motorhomes, mas também tem espaço para barracas e tem cabanas pequenas. Pagamos a diária de R$ 60,00 o casal. O lugar é bem cuidado e tem uma estrutura boa. Alguns proprietários de trailers deixam o veículo lá o ano inteiro, mediante pagamento, e fica meio que sendo uma “casa na serra”.

Esse foi o espaço que escolhemos para montarmos a barraca.

Chegamos ali já era por volta das 17h30, por incrível que pareça, o mais demorado foi atravessar Gramado por dentro, já que estamos na alta temporada na serra. Só deu tempo de montar a barraca e já anoiteceu.

Nossa Nepal 2 pessoas da Azteq.

O frio demanda um cafezinho para aquecer.

Na medida que anoitecia, o relento já se apresentava e a temperatura ia caindo. Colocamos o termômetro para teste, ele indicou 3,5°C de temperatura externa. Mantivemos o sensor externo fora da barraca e o termômetro com o sensor interno dentro da mesma para monitorarmos a diferença de temperatura.

Eram 19h48 da noite, o termômetro indicava temperatura interna de 6,5°C e externa de 3,5°C.

Dessa vez optamos por levar comida pronta, só precisando aquecer depois. Levamos uma sopa feita em casa e utilizamos nosso kit cozinha novo da Guepardo.

Pensamos que talvez seja necessário um modelo de fogareiro que dê mais estabilidade ao recipiente. Essa panela é um pouco maior que a que utilizávamos antes e sempre há um risco de virar, se não for bem equilibrado nas hastes do fogareiro.

Eram quase 22h00, não tem muito o que fazer em um camping afastado da cidade, o jeito é ir preparando os sacos de dormir. A temperatura externa marcava 2°C e a interna, 4°C. Nessa hora tinha duas pessoas na barraca, mas ela estava aberta, só com a tela fechada.

Então, vamos ao que interessa. Dessa vez, não levamos o isolante térmico de EVA, apenas os dois infláveis da Camp e da Naturehike. É importante considerar que ambos são do tipo light e ultralight, e, provavelmente, isso fez diferença na eficácia.

Isolante inflável Essencial Light Mat da Camp
Isolante térmico Ultralight Mummy da Naturehike.

Nós também optamos por levar uma barraca aluminizada da Guepardo, em caso de frio extremo, porém, usamos para forrar o chão e aumentar a isolação térmica.

BALANÇO GERAL DA NOITE:

Sentimos frio durante a madrugada. Mas não aquele frio geral, sentíamos o frio vindo do chão. Era umas 2h00 da manhã quando levantamos para ir ao banheiro e vimos que a temperatura se manteve em 2°C. Em um dado momento vestimos a jaqueta e a calça que usamos para andar de moto, pois o frio estava ficando bastante incômodo.

Entre cochiladas, acordamos por volta das 7h00 da manhã. Logo depois registramos temperatura externa de 4°C.

ANÁLISE DOS EQUIPAMENTOS:

Barraca: Vimos que o número de pessoas que ocupam a barraca e o tempo que ela fica fechada são critérios que definem a diferença entre as temperaturas interna e externa. Aqui percebemos que quando estávamos os dois dentro da barraca, ela concentrava bem o calor do corpo e a temperatura interna aumentava, o conforto era fisicamente perceptível. Pela manhã o termômetro chegou a registrar um aumento em 5 graus nesta diferença, com duas pessoas dentro e após a noite toda fechada.

Sacos de dormir: como eles eram de verão, foi muito importante o uso dos liners, eles realmente aumentam a sensação térmica, dando uma sensação maior de conforto térmico.

Isolantes térmicos (EVA x infláveis): percebemos que, para temperaturas próximas a 0ºC, o isolante de EVA tem capacidade maior de isolação do que os infláveis ultralight. Teríamos que optar entre isolantes térmicos de EVA ou isolantes infláveis com uma espessura maior. Para Ushuaia, decidimos levar dois isolantes de EVA (compraríamos mais um) para garantir um bom isolamento do solo e os dois infláveis ultralight que já temos, para um pouco de conforto físico após um dia sobre a moto.

Vestuário: concluímos também que a nossa segunda pele não é indicada para situações como essa. Nossa segunda pele não tem revestimentos para baixas temperaturas, ela mais ajuda a equilibrar a temperatura, expulsando o suor para fora, porém, ela não retem muito o calor do corpo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Precisamos nos concentrar nos isolantes térmicos e no vestuário na viagem de Ushuaia. Vamos tentar confeccionar uma camada de fleece ou microfibra para adicionar aos liners e sacos de dormir, sempre pensando como organizar tudo isso na bagagem.

Também foi importante percebermos a importância de separar as finalidades de cada equipamento. No fim, a barraca aluminizada não fez nenhuma diferença na tentativa de aumentar a isolação térmica com o solo, pois se trata de um item de emergência cuja finalidade é evitar que não morramos de hipotermia, e não fazer com que durmamos quentinhos. São coisas diferentes.

Antes de partir, um café da manhã e um último registro do lugar. Recomendamos este camping, para quem quiser conhecer, o endereço é R. Venerável, 877. Eles possuem uma página no Facebook.

Na volta, ligamos a GoPro para registrar um pouco do caminho.

A função continua na Tenda do Umbu 😀

Faltam mais ou menos uns 2 meses para a nossa viagem para a Patagônia. Nos sobra um feriado, em setembro, para tentar mais um camping, pensamos em ir a Urubici/SC. Mas veremos até lá. No mais, apesar da noite mal dormida por causa do frio, essa experiência foi super válida. Foi justamente para isso que fizemos esse camping, foi um teste, se for para passar frio, que seja aqui. Essa é a hora de passar os “perrengues” para ir conhecendo os equipamentos, faz parte do processo de planejamento. As sugestões seguem sendo bem vindas, já recebemos muitas dicas super úteis de pessoas que nos seguem nas nossas redes sociais, agradecemos por essa troca. Até o próximo post.

Abraços e pé na estrada!

Nossos equipamentos para camping: o que levar

Olá amigos e amigas da estrada! Resolvemos dar uma pausa nos relatos de camping na serra para dividir com vocês a apresentação de alguns equipamentos que adquirimos para levar para a Patagônia. A grande maioria deles já foi testada em Gramado, nosso último camping – relato aqui na semana que vem.

Sabemos que existe uma variedade de equipamentos dos mais diversos tipos, qualidades e preços e que estamos conhecendo apenas uma parte desta variedade, então, considerem que as nossas futuras impressões sobre estes equipamentos serão totalmente baseadas em nossa experiência pessoal e nas nossas necessidades. Se preferirem, deixem nos comentários aqui ou nas nossas redes sociais quais equipamentos vocês preferem ou recomendam para acampar no frio.

 

ITENS DE PRIMEIRA IMPORTÂNCIA

Os primeiros itens que consideramos fundamentais compõem a tríade que vai nos abrigar do frio como um todo: a barraca, os isolantes térmicos e os sacos de dormir.

A nossa barraca vocês já conhecem, é uma Nepal da Azteq para 2 pessoas. Até agora ela atendeu às nossas necessidades, ela é leve, prática de montar e desmontar, e tem sobreteto para proteger da chuva e da umidade, além de espaços internos nas duas portas para armazenas objetos.

No começo, tínhamos dois sacos de dormir, um de inverno e outro de verão. O de inverno, um Super Pluma da Trilhas e Rumos é muito bom para baixas temperaturas (limite 0°C), porém, é muito volumoso, comprometendo grande parte do espaço da bagagem. Decidimos, então, manter o saco de dormir de verão que já tínhamos, um Dreamlite 500 da Deuter, que oferece eficácia de conforto para +13°C (2,20 m de comprimento) e adquirimos o Micron X-Lite da Nautika, que protege do frio em temperaturas entre 5°C e 8°C (2,15 m de comprimento). Ambos são em formato sarcófago e preenchidos com poliéster, bastante confortáveis.

Dreamlite 500 Deuter Temperatura conforto para +13°C 2,20 m de comprimento

Micron X-Lite Nautika Temperatura conforto entre 5°C e 8°C 2,15 m de comprimento

Já usávamos o isolante térmico de EVA e um inflável da Camp, que tem câmaras longitudinais e pesam 315 g (180x45x2,5 cm aberto). Agora adquirimos o isolante inflável Ultralight Mummy da Naturehike, com câmaras divididas em várias células, pesa 390 g (193x57x3 cm aberto).

Isolante térmico inflável Camp.
Isolante térmico inflável Ultralight Mummy da Naturehike

 

KIT COZINHA

Sentimos a necessidade de melhorar a parte da alimentação, fazendo um upgrade no nosso kit cozinha. Antes usávamos uma panelinha improvisada para cozinhar e comer, junto com o cantil de água. Agora, compramos o kit com 8 peças da Guepardo, para 2 pessoas.
O kit é composto por:
01 panela – 1,5 l
01 frigideira – 600 ml
02 pratos – 270 ml
02 canecas – 200 ml
01 cabo destacável
01 tampa

 

 

OUTROS ACESSÓRIOS

Travesseiros infláveis
Já usávamos o travesseiro inflável Smart da Guepardo. Feito em PVC, é impermeável e pesa 115 g (32,5x47x5cm). Recentemente compramos a Air Basic da Quechua, não encontramos informações sobre o material com que ele foi feito, apenas as dimensões, 27x37x10 cm.

 

Travesseiro inflável Air Basic da Quechua.
Sleeping Bag Liners

Resolvemos testar essa novidade, pelo menos para nós, os sleeping bag liners Thermolite Reactor Extreme da Sea To Summit. Esses liners servem para complementar o saco de dormir em temperaturas baixas, pois ele oferece um acréscimo de +15°C de temperatura.  Tem o formato sarcófago, como os sacos de dormir, feito em 100% poliéster.

Mochila de hidratação
Esta mochila já utilizamos desde a nossa viagem para o Atacama, porém, trocamos o refil para um da Invictus, com capacidade de 3 l (um compartimento de 2 l para água e outro de 1 l para energéticos ou outro líquido de preferência).

Mangueira com mecanismo seguro de abertura para o fluxo de água.
Mochila para câmera
Neste projeto às vezes a tarefa de fotografar vem com desafios, como por exemplo, obter imagens da moto em movimento, na garupa ou fora dela. Pensando na praticidade na hora de produzir fotos durante as viagens, decidimos adquirir uma mochila para colocar a câmera, as lentes e os demais acessórios de fotografia. Esta aqui é bem simples, made in China. Mas é bem prática, cabe a câmera, a lente do kit (18-55mm), nos compartimentos dá para guardar as tampas da lente e do sensor, os cartões SD e as baterias.

Termômetro
Pensamos que seria interessante também registrar o horário e a temperatura que vamos enfrentar nos próximos campings, então encontramos este relógio termômetro digital MT-220 Minipa. Ele registra a temperatura interna e tem um sensor com cabo de extensão que capta a temperatura externa.
Por enquanto é o que conseguimos para nos preparar para um bom camping em um lugar frio. Como dissemos anteriormente, a maioria deles já foi testada em Gramado nos dias 21 e 22 de julho, nosso último camping. Foi uma noite que fez 2°C, será que eles deram conta do recado? Daqui a alguns dias vocês saberão como foi.
Abraços e pé na estrada!

 

 

 

 

A próxima viagem

Olá amigos e amigas da estrada! Vocês puderam acompanhar até aqui os nossos relatos e imagens da viagem que fizemos ao Atacama em outubro de 2017, e, entre tantas coisas boas para se guardar dessa jornada, ficaram muitos aprendizados. O principal deles é que queremos continuar a explorar as estradas por aí afora até onde a vida nos permitir, já que existem muitos lugares maravilhosos que ainda não conhecemos. Então, decidimos que este ano vamos até Ushuaia, percorrendo toda a Carretera Austral, e queremos seguir compartilhando essa jornada com vocês.

Assim como a viagem do Atacama, estamos tentando planejar tudo com a maior antecedência possível. Neste caso, até mais, pois é uma viagem mais longa. Para o Atacama foram 17 dias no total, agora, para o Ushuaia vai dar aproximadamente  uns 30.

Outra situação inédita é que, dessa vez, vamos acampar em algumas das cidades do trajeto. Não temos experiência com viagens longas acampando, então estamos pesquisando o máximo possível sobre equipamentos que suportem as temperaturas da Patagônia. Nos demais locais, ficaremos em hostels, até para carregar as baterias dos equipamentos eletrônicos, e reservar uns dias para um chuveiro mais decente e uma cama não faz mal a ninguém.

Estamos no mês de junho aqui no RS, então, como parte do planejamento, estamos aproveitando as baixas temperaturas aqui para testar alguns itens que já adquirimos, como isolantes térmicos, sacos de dormir, liners, e até uma lente nova para a nossa câmera. Para isso, fomos acampar em duas cidades da serra gaúcha, Canela e Cambará do Sul nos feriados de páscoa e de 1º de maio. A partir de agora, as próximas postagens serão os relatos sobre a nossa ida até o Parque da Cachoeira (Canela) e os cânions Fortaleza e Itaimbezinho (Cambará do Sul), com as nossas impressões sobre os equipamentos testados.

A embalagem do nosso saco de dormir, que até que chegou rápido tendo em vista a “agilidade” nos nossos correios.
Nossa Canon T5i com a lente nova, 70-300.

Assim como foi no Atacama, nosso plano é ir a Ushuaia lá por outubro também, já que esse é o nosso período de férias. Temos 3 meses para nos planejarmos. Sintam-se à vontade para nos dar dicas e sugestões que possam nos ajudar no planejamento desta viagem, elas serão muito bem vindas, principalmente de quem já teve essa experiência. Podem comentar aqui no blog ou nas nossas redes sociais. Até lá vamos atualizando vocês sobre a nossa preparação, aproveitando todo o aprendizado do Atacama e das nossas experiências nos campings da serra gaúcha. Aproveitamos para agradecer as mensagens que estamos recebendo sobre a viagem ao Atacama, os feedbacks e as trocas estão sendo maravilhosas e nos ajudam muito.

Abraços e pé na estrada!