PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 17º e 18º dias

Data: 31/10/2018

Era cedo da manhã, já havíamos tomado café da manhã em uma loja de conveniência perto do hotel onde pernoitamos e abastecido a moto antes de pegar a estrada, gastando R$ 29,10 (9,20 litros). Eis que estamos saindo do posto, quando sentimos a moto novamente perdendo potência. Isso parecia nunca ter fim. Mais uma vez a função de ir atrás de oficina mecânica, gastar mais dinheiro com reparo, enfim.  Vimos que do outro lado da rua tinha uma borracharia. Fomos até lá e eles nos indicaram uma oficina que prestava assistência técnica autorizada da Yamaha.

Saída do hotel Lihuel Calel.

Inicialmente eles não tinham como dar uma previsão de quanto tempo levaria o reparo e percebemos que talvez teríamos que ficar mais um dia em Santa Rosa. Reservamos mais um dia no mesmo hotel, pegamos o mesmo quarto até. Era quase meio-dia, quando o Diego, rapaz que consertou a moto, nos disse que precisaria levar a moto para um espaço na outra quadra da oficina, pois eles tinham que fechar para o almoço e ele queria terminar o reparo da moto, pois não faltava muita coisa para fazer.

Lá fomos nós arrastando a moto até a outra quadra, onde o Diego pode terminar o trabalho. Nem achamos ruim, até porque o coitado do Diego, além de ter aberto mão do seu horário de almoço, ainda estava atrasado para buscar a esposa.  Mas, apesar da nossa insistência para que ele fosse atender ao seu compromisso pois aguardaríamos ele voltar sem problemas, ele preferiu ficar para terminar o conserto. Antes o Claudio e a Susana, e agora o Diego… em cada problema uma mão estendida.

Esse outro lugar tinha até mais espaço para o Diego trabalhar e ainda aguardamos ao som de AC/DC.
Digam “hola” para o Diego.

Desculpem a foto com a luz estourada aí acima, foi tirada de um celular contra a luz.

O Diego descobriu que o cabo de embreagem que colocamos novo antes da viagem estava esticado demais e que provavelmente isso tenha queimado os discos de embreagem na saída de Bariloche. Explicamos para ele que era um cabo original. Concluímos que nos venderam o cabo errado ou um cabo com defeito. Como o ajuste dele já estava no máximo, o Diego conseguiu um cabo de aço de bicicleta e improvisou fazendo um mais longo.

O cabo com a devida folga, agora problema finamente resolvido! Talvez… A noticia ruim é de que já havíamos rodado 600 km assim depois da troca dos discos da embreagem. A probabilidade dos discos terem sido danificados era grande. Nosso pensamento era… “Só precisamos chegar na fronteira”

O reparo da moto nos custou 100 pesos. O Diego queria nos cobrar 50, mas insistimos em pagar o dobro por todo o tempo que ele nos dedicou no seu horário de almoço. É o mínimo que poderíamos fazer.

Enfim, pernoitamos e, dessa, vez saímos de Santa Rosa sem problemas no dia seguinte, 01/11/2018. Pegamos reto a RN5 até Luján, depois a RP6 e, 607 kms depois, chegamos em Zarate, já na província de Buenos Aires. É lá onde tem aquelas pontes General Mitre, que divide Zarate e Brazo Largo, que mostramos no nosso 3º dia de viagem.

Lembram?

No caminho abastecemos duas vezes, pagamos R$ 39,62 (9,80 litros) em um posto e R$ 36,75 (8,90 litros) em outro. Antes de chegamos em Zarate, buscamos um hotel ou hostel no Booking e encontramos o Kin Hotel. Fizemos uma reserva, a diária saiu, se não nos falha a memória, também uns 1.200 pesos o pernoite.

Fachada do Kin Hotel. Fonte: kinhotel.com

Como chegamos tarde, era mais de 17h00, tomamos um banho, descansamos e saímos para jantar uma pizza na redondeza. A viagem do dia foi longa, agora só falta mais uma “perna” para chegarmos na fronteira. Falta pouco. Abraços e pé na estrada.

 

PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 15º e 16º dias

Data: 29/10/2018

Hoje passamos o dia em Neuquén. Acordamos cedo e fomos na empresa do Claudio buscar a moto para levar na oficina mecânica. Conforme mencionamos antes, ele fez a gentileza de nos levar até lá.

Claudio ajudando Cláudio a colocar a moto na caçamba da caminhonete.
A Susana captou esse momento da nossa saída para a oficina mecânica.

O lugar é a Mecanica Zakamoto, e fica na Calle El Chocón, 65, a uns 5 km de distância do hostel. Contamos o trajeto direto do hostel, pois a empresa do Claudio não consta no Google Maps, mas fica do outro lado da RN22 em paralelo com o hostel, então a distância não muda muito.

Mapa do trajeto do hostel até a oficina mecânica.

Enquanto esperávamos a moto ficar pronta, tomamos um café no centro de Neuquén. Não fotografamos muito esse momento pois a bateria dos dois celulares estavam quase acabando.

Um café e um alfajor sempre vai bem.

Voltamos na oficina e retiramos a moto. Foram substituídos todos os discos de embreagem e o óleo do motor. Não lembramos mais quanto custou este serviço, mas não é uma informação muito relevante.

Jantamos, nos despedimos do Claudio e da Susana, pois no outro dia retornaríamos por Santa Rosa novamente. No dia seguinte, 16° dia (30/10/20149),  seguimos de volta pela  RN22 até General Roca, depois entramos na RP6 até Casa de Piedra, voltamos pelo trecho da RN152 para finalmente entrar na RN35 até Santa Rosa. Havíamos reservado o mesmo hotel da ida, o Lihuel Calel, a diária saiu os mesmos 1.200 pesos e mais 80 pesos o café da manhã.

 

Hotel Lihuel Calel em Santa Rosa.

Aliás, é um fato curioso postarmos o relato deste dia justamente nesta semana. Na última quarta-feira fomos eliminados da Copa Libertadores da América 2019 com uma goleada de 5 a 0 do Flamengo em pleno Maracanã . É, vergonhoso, nós sabemos disso. Pois bem, nesta noite, 30/10/2018, o Grêmio estava disputando o segundo jogo da semifinal da Libertadores 2018 com o River Plate. Foi bizarro perceber de que estávamos vendo logo esse jogo em solo argentino. Nunca torcemos tão silenciosamente como naquele dia, estávamos jantando no restaurante do hotel, lotado de argentinos torcedores ferozes. Para nossa sorte, quando o Grêmio começou a tomar os gols de virada do River em plena Arena, selando assim a sua eliminação por 2×1, já havíamos subido para o quarto e evitamos esse vexame. Ou seja, mais essa para acrescentar nos dissabores dessa viagem… hahaha… mas, vida que segue.

Grêmio em campo contra o River Plate, em Porto Alegre (semifinal da Libertadores 2018). Fomos eliminados por 2×1.

De Neuquén a Santa Rosa rodamos um total de 529 Km, e gastamos um aproximado de R$ 68,00 em gasolina (18,5 litros). Agora é rezar muito, mas muito, para que nada mais dê errado daqui para frente. Vimos que a cidade de Zarate é um destino razoável para a moto nessas condições. É só ir reto pela RN5. São 600 km, mas já estamos ansiosos para chegar mais perto da fronteira logo, porque se algo pior acontecer com a moto a partir de agora, o seguro cobre o nosso guincho a partir de Uruguaiana.

Enfim, não é o fim de viagem que imaginávamos, mas é o que temos para o momento. Nos desculpem pela escassez de fotos e por elas não apresentarem mais a qualidade de antes. A essa altura já nem temos mais ânimo para fotografar nada, até porque nesta parte da viagem não achamos que haja algo interessante na estrada que valha o registro. A mente está apenas tomada pela pressa de voltar e resolver os problemas. É engraçado como essas coisas nos abalam psicologicamente, principalmente quem não tem uma experiência de anos na estrada. Não estamos do outro lado do oceano, mas o fato de estarmos em outro país, outro lugar, outro idioma e outra moeda, se torna algo bem maior nessas horas. Mas como nossos amigos nas redes sociais nos disseram, nas próximas viagens estaremos muito mais preparados e, se por ventura algo assim acontecer de novo, não ficaremos tão estressados. Abraços e pé na estrada.