PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 15º e 16º dias

Data: 29/10/2018

Hoje passamos o dia em Neuquén. Acordamos cedo e fomos na empresa do Claudio buscar a moto para levar na oficina mecânica. Conforme mencionamos antes, ele fez a gentileza de nos levar até lá.

Claudio ajudando Cláudio a colocar a moto na caçamba da caminhonete.
A Susana captou esse momento da nossa saída para a oficina mecânica.

O lugar é a Mecanica Zakamoto, e fica na Calle El Chocón, 65, a uns 5 km de distância do hostel. Contamos o trajeto direto do hostel, pois a empresa do Claudio não consta no Google Maps, mas fica do outro lado da RN22 em paralelo com o hostel, então a distância não muda muito.

Mapa do trajeto do hostel até a oficina mecânica.

Enquanto esperávamos a moto ficar pronta, tomamos um café no centro de Neuquén. Não fotografamos muito esse momento pois a bateria dos dois celulares estavam quase acabando.

Um café e um alfajor sempre vai bem.

Voltamos na oficina e retiramos a moto. Foram substituídos todos os discos de embreagem e o óleo do motor. Não lembramos mais quanto custou este serviço, mas não é uma informação muito relevante.

Jantamos, nos despedimos do Claudio e da Susana, pois no outro dia retornaríamos por Santa Rosa novamente. No dia seguinte, 16° dia (30/10/20149),  seguimos de volta pela  RN22 até General Roca, depois entramos na RP6 até Casa de Piedra, voltamos pelo trecho da RN152 para finalmente entrar na RN35 até Santa Rosa. Havíamos reservado o mesmo hotel da ida, o Lihuel Calel, a diária saiu os mesmos 1.200 pesos e mais 80 pesos o café da manhã.

 

Hotel Lihuel Calel em Santa Rosa.

Aliás, é um fato curioso postarmos o relato deste dia justamente nesta semana. Na última quarta-feira fomos eliminados da Copa Libertadores da América 2019 com uma goleada de 5 a 0 do Flamengo em pleno Maracanã . É, vergonhoso, nós sabemos disso. Pois bem, nesta noite, 30/10/2018, o Grêmio estava disputando o segundo jogo da semifinal da Libertadores 2018 com o River Plate. Foi bizarro perceber de que estávamos vendo logo esse jogo em solo argentino. Nunca torcemos tão silenciosamente como naquele dia, estávamos jantando no restaurante do hotel, lotado de argentinos torcedores ferozes. Para nossa sorte, quando o Grêmio começou a tomar os gols de virada do River em plena Arena, selando assim a sua eliminação por 2×1, já havíamos subido para o quarto e evitamos esse vexame. Ou seja, mais essa para acrescentar nos dissabores dessa viagem… hahaha… mas, vida que segue.

Grêmio em campo contra o River Plate, em Porto Alegre (semifinal da Libertadores 2018). Fomos eliminados por 2×1.

De Neuquén a Santa Rosa rodamos um total de 529 Km, e gastamos um aproximado de R$ 68,00 em gasolina (18,5 litros). Agora é rezar muito, mas muito, para que nada mais dê errado daqui para frente. Vimos que a cidade de Zarate é um destino razoável para a moto nessas condições. É só ir reto pela RN5. São 600 km, mas já estamos ansiosos para chegar mais perto da fronteira logo, porque se algo pior acontecer com a moto a partir de agora, o seguro cobre o nosso guincho a partir de Uruguaiana.

Enfim, não é o fim de viagem que imaginávamos, mas é o que temos para o momento. Nos desculpem pela escassez de fotos e por elas não apresentarem mais a qualidade de antes. A essa altura já nem temos mais ânimo para fotografar nada, até porque nesta parte da viagem não achamos que haja algo interessante na estrada que valha o registro. A mente está apenas tomada pela pressa de voltar e resolver os problemas. É engraçado como essas coisas nos abalam psicologicamente, principalmente quem não tem uma experiência de anos na estrada. Não estamos do outro lado do oceano, mas o fato de estarmos em outro país, outro lugar, outro idioma e outra moeda, se torna algo bem maior nessas horas. Mas como nossos amigos nas redes sociais nos disseram, nas próximas viagens estaremos muito mais preparados e, se por ventura algo assim acontecer de novo, não ficaremos tão estressados. Abraços e pé na estrada.

PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 14º dia

Data: 28/10/2018

E finalmente vamos deixar Bariloche, depois de uma semana intensa, no bom e no mau sentido. Apesar de todos esses contratempos, até que conseguimos aproveitar e descansar durante essa semana. Saímos pela RN 237 para cortar caminho até à RN22 para, com sorte, conseguir chegar até Villa Regina novamente.

Nós já RN237.

Devagar e sempre.
Ainda conseguindo apreciar a paisagem da província de Neuquén.

Havíamos rodado uns 100 km quando, em uma subida, a moto começou a perder potência. Paramos em um acostamento, desconfiados que o problema desta vez era na embreagem. Dito e feito, abrimos a tampa do reservatório de óleo do motor e saiu a fumaça e o cheiro dos discos queimados. Estávamos no meio do nada, não passava ninguém. Estávamos na mesma situação da volta da viagem do Atacama, no meio da estrada vazia, torcendo para uma alma solidária parar e nos ajudar.

Logo em seguida vimos uma caminhonete Toyota Hilux vindo do mesmo sentido nosso, parou logo mais à frente. Era um casal, que desceu e nos ofereceu ajuda, o Claudio e a Susana. O Claudio usou umas cordas que tinha na caçamba para rebocar a moto até a cidade mais próxima.

Imagem do reboque da Ténéré pela Hilux.

O problema é que era fim de semana e não sabíamos se encontraríamos alguma oficina aberta. O Claudio parou em uma cidadezinha, que a essa altura já não perguntamos nem o nome) onde um amigo dele tinha oficina, mas estava fechada. Decidimos colocar a moto na caçamba da caminhonete e seguir para Neuquén, que é onde eles moram, e lá tentar achar um lugar para reparar a moto.

Um clique com os nossos anjos da guarda, Claudio e Susana, para a posteridade.

Talvez se tornou praxe nas nossas viagens encontrarmos pessoas tão boas, que nos ajudam até além do que precisamos. Tivemos muita sorte de ter conhecido este casal maravilhoso, eles não só levaram a moto na caminhonete deles, como nos levaram em uma oficina de confiança deles e ainda encontraram um hostel para nós. Nos largaram na porta do lugar. O Hostel Portal de Sueños nos cobrou 1.200 pesos o casal por pernoite. E detalhe, sugeriram que a moto ficasse no galpão da fábrica deles (eles têm uma empresa de comunicação visual que atende várias empresas na região) até o dia seguinte, porque ele mesmo se prontificou a nos levar nesta oficina mecânica. Já temos uma dívida enorme com eles até aqui.

Fachada do Hostel Portal de Sueños.

No total, com a ajuda do Claudio e da Susana, rodamos um total de 439 km de Bariloche até Neuquén. Constatamos, depois, que ela já marcava mais de 78 mil km com ela. Mas agora é hora de comer algo, descansar e aguardar para ver o que o que o amanhã nos reserva com esse novo problema. Abraços e pé na estrada!

Lá se vão 78.439 kms em 5 anos.

 

PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 11º, 12º e 13º dias

Data: 25, 26 e 27/10/2018

Terceiro dia de folga, dia de passeio no Cerro Catedral! Fomos de manhã ainda para aproveitarmos bem. Pagamos 1.180 pesos a entrada para o Cerro (590 pesos por pessoa). No site do local tem informações mais detalhadas sobre as tarifas, quem tiver interesse, pode acessar https://www.catedralaltapatagonia.com/tarifario.php .

Na entrada é bem parecido com o Cerro Campanário, só que no Campanário a gente não sobe até as montanhas de neve. É um outro panorama.

Entrada do Cerro Catedral.

Para chegar lá, a gente pega um primeiro teleférico, que nos leva a uma estação, uma espécie de paradouro.

Primeiro teleférico

Entrada do segundo teleférico, que sobe até o Cerro.

De lá, a gente tem que pegar um segundo teleférico, que vai nos levar para o Cerro.

No final da viagem de teleférico eles nos fotografam e oferecem a foto por 300 pesos. Eles mandam revelar em uma loja no centro de Bariloche e nos dão o recibo para retirar depois.

A foto tirada no teleférico, na chegada ao Cerro.

Já era quase hora do almoço, então resolvemos ficar por lá. Ali tem um restaurante panorâmico bastante aconchegante. Comemos por ali mesmo. A essa altura já não estávamos registrando de forma detalhada todas as nossas despesas, então não temos a informação do quanto gastamos ali. Os contratempos com a moto nos desacomodaram de um jeito que, ali só queríamos relaxar e curtir, estávamos precisando, principalmente porque essa jornada ainda não tinha terminado.

Isn’t it?

Aproveitamos a paisagem dali, pois não estamos acostumados a tanta neve assim.

Curiosidade: vimos muitas luvas pelo caminho, no chão. Achamos que o povo tenta tirá-las para fotografar e acaba caindo lá embaixo… rsrsrs

De lá, tentamos ir até o Hotel Llao Llao, mas não conseguimos chegar até lá. Aconteceu o que temíamos. Notamos outro raio quebrado. Não acreditávamos que teríamos que desembolsar novamente com esse conserto. Enfim, levamos a moto de novo na oficina do Alejo, mesmo processo. Ele levaria no “bicicletero” e entregaria no dia seguinte no final da tarde.

Bom demais para ser verdade… outro raio quebrado…

O passeio meio que acabou ali, voltamos para o hostel, contatamos o mecânico e levamos a moto lá. Depois saímos para jantar, e assim foram os outros dias também.

Lá e aqui outra vez…

Quanto às despesas normais, conseguimos manter uma média de 2.000 a 3.000 pesos por dia (o que corresponde a mais ou menos 300 a 400 reais). Mas o novo conserto saiu por mais 2.000 pesos. Somando com o anterior, foram 5.000 pesos gastos até agora nessa função. Já estamos pensando que talvez já seja hora de voltar para casa.

No próximo post, o rumo ao desconhecido. O início da volta para casa foge mais uma vez do planejado, afinal, já que é para ter aventura, não é mesmo? Abraços e pé na estrada!

PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 9º e 10º dia

Data: 23 e 24/10/2018

Hoje é dia de buscar uma oficina mecânica em Bariloche. O pessoal do hostel nos indicou o Alejo Motos, não ficava muito longe dali. Tomamos nosso café da manhã e fomos até lá. O mecânico era um rapaz bem novo, mas parecia ter experiência na área. Só ele disse que talvez demorasse um pouco o conserto, pois quem faria o enraiamento da roda seria alguém que ele chamou de “bicicletero” (e que nós imaginamos que é quem faz manutenção de bicicletas lá), que trabalhava para ele em outra oficina ali perto. Ou seja, ele desmontaria a roda, levaria no borracheiro para retirar o pneu e depois deixaria a roda no bicicletero. A logística era grande.

Fachada da oficina mecânica Alejo Motos.

Deixamos a moto lá e voltamos a pé pelo centrinho de Bariloche. Talvez os próximos 2 dias serão assim. Aproveitamos então, para descansar e revisitar lugares que nos marcaram em 2016. Fomos almoçar no La Andina, “el viejo bodegón de Bariloche”, um restaurante antigo e muito bom.

La Andina, “el viejo bodegón de Bariloche”.
Salud

À noite fomos revisitar uma pizzaria que gostamos muito na época, mas que não lembramos o nome. Só lembramos que o ambiente era bem caseiro, quase meio “roots” e tocava Manu Chao. Mas, eis que paramos na frente e agora era um lugar completamente diferente. Uma decoração mais sofisticada, o nome do lugar é Pala Romana. Não sabemos se já era esse o nome da pizzaria antes, mas, se for, trocou de proprietário(a). De qualquer forma, não lembra em nada aquele lugar da nossa lua de mel, mas a pizza continua deliciosa.

Pizzaria Pala Romana.

No dia seguinte (24/10), no fim da tarde, o mecânico avisou que a moto estava pronta. O conserto da moto saiu por 3.000 pesos. Uma troca de óleo, mão de obra do mecânico, do borracheiro, do “bicicleteiro” e mais 5 raios novos, que são bem caros na Argentina. Ainda bem que já tínhamos separado um troco para visitar o Cerro Catedral amanhã. A partir de agora nós paramos de anotar nossos gastos, já estávamos ficando estressados com tudo isso. Mas o valor da hospedagem, pelo menos, já conseguimos registrar. Como pagamos hospedagem até sexta-feira (27/10), vamos aproveitar o passeio de amanhã. Abraços e pé na estrada!

PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 6º e 7º dia

Data: 20 e 21/10/2018
Saímos de Villa Regina abaixo de chuva, já estávamos acostumando. Hoje o trajeto é mais longo. São 526 km até San Martín de los Andes, já na província de Neuquén. Seguimos pela RN22 até Zapala, onde ela cruza com a RN40.

 

Saída do hotel em Villa Regina.
Mapa do trecho Villa Regina (Río Negro) a San Martín de los Andes (Neuquén).
Antes de entrarmos na RN40 paramos para abastecer, enchemos 9,80 litros por 370 pesos.

 

Nem chegamos na metade do caminho e ela já está assim.
E então entramos na famosa Ruta 40. Não podemos dizer qual é o estado dela de forma geral, até porque esta rodovia percorre 5.524 km e cruza 11 províncias argentinas, de sul a norte do país, mas um bom pedaço deste trecho entre Río Negro e Neuquén não estava nada bom. Chegou uma hora em que os carros preferiram andar pelo acostamento por um bom tempo, pois ali estava melhor para circular, tamanha buraqueira. Mas depois as condições melhoraram, assim como o tempo.
Trecho da Ruta Nacional 40 entre Río Negro e Neuquén.

Como planejamos tirar um dia de folga em San Martín de los Andes, reservamos 2 dias de hospedagem no Puma Hostel. Os dois dias saíram por 2.600 pesos.

 

Puma Hostel em San Martín de los Andes.
Vista do quarto para o estacionamento (gratuito).
Foi possível estacionar a moto bem em frente à nossa janela.
Eles aceitam pagamento em dólar, e até cogitamos essa possibilidade, pois nossos pesos argentinos estavam acabando. E, para completar, como era um sábado, a casa de câmbio já estava fechada e só abriria na segunda-feira, a partir das 9h. Mas o pessoal do hostel nos deixou acertar tudo segunda-feira, após trocar dinheiro. O hostel tem uma estrutura muito boa, ótimo atendimento e ótimas instalações, atendeu muito bem às nossas necessidades.
A cidade de San Martín de los Andes também é muito charmosa, fica no início do Caminho dos 7 lagos, é bem semelhante à Bariloche, tem esse clima bem característico.

Tiramos um dia de folga passeando pela cidade e nos abastecendo no supermercado, afinal, utilizamos bastante a cozinha do hostel. Nossas despesas totais nesses dois dias foram de 3.890 pesos (394 reais).
Cozinha do hostel.
Quando sairmos de San Martín de los Andes, vamos percorrer o Caminho dos 7 Lagos, mas vamos interromper antes de Villa la Angostura, para pegar a RN231 e cruzar a fronteira para o Chile até Puerto Varas. Como já sabemos que a aduana chilena costuma ser bastante rígida, temos que nos preparar e sair bem cedo. Nos desejem sorte! Abraços e pé na estrada!