Quanto custou a nossa viagem para o Atacama ($)?

Hoje vamos mostrar um aspecto importante do planejamento da viagem que realizamos ao Atacama em outubro de 2017, cujos relatos e imagens vocês puderam acompanhar até agora.
Fotos, e impressões apresentadas, agora vamos ao que interessa. Quanto custou para nós dois esta viagem? Onde o gasto foi maior? Estipulamos um teto? Vamos então apresentar uma “prestação de contas” da nossa viagem.

Primeiramente, quanto levamos na viagem e de que forma?
Levamos US$ 1.000 e R$ 2000, tudo em ESPÉCIE. Os cartões de créditos foram levados somente para casos de emergência, felizmente não precisamos usar nenhum. Trocamos os dólares na aduana de São Tomé, em Tilcara, San Pedro de Atacama e Antofagasta. Os reais foram trocados em Corrientes e San Pedro de Atacama. Uma dica em SPA é pesquisar bem entre as várias casas de câmbio na cidade. Vale a pena bater perna por duas quadras para minimizar as perdas de conversão.

Quanto às taxas de documentação, nós não incluímos o valor de US$ 24,00 para o SOAPEX, seguro obrigatório para entrarmos no Chile, pois não tínhamos feito a conversão até hoje, então ele não está somado ao valor total de despesas da viagem, então lá no valor total, acrescentem mais esta taxa. A Carta Verde, seguro para entrarmos na Argentina, nos foi concedida como cortesia pela Porto Seguro.

Para calcularmos o total das despesas, separamos em 4 critérios: alimentação, combustível, hospedagem e passeios. Elaboramos este gráfico com o panorama geral das nossas despesas com bases nesses critérios, mais abaixo descrevemos melhor como foram estas despesas.

Então vamos lá:

1. COMBUSTÍVEL
Nada mais adequado começarmos pela questão central que abalou o nosso país ultimamente, os gastos com o combustível. Na Argentina abastecemos na rede YPF e no Chile utilizamos a rede Copec na maioria das vezes,
em uma ou duas cidades abastecemos em postos BR/Petrobrás. Por país, a despesa total com combustível foi de:
BRASIL: R$ 197,30 – média de valor nos postos de R$ 4,26 o litro. Abastecemos 4 vezes (2 na ida e 2 na volta).
ARGENTINA: R$ 656,96 – média de valor nos postos de R$ 4,25 o litro. Abastecemos 15 vezes (8 na ida e 7 na volta).
CHILE: R$ 410,77 – média de valor nos postos de R$ 3,90 o litro. Abastecemos 9 vezes nos 6 dias que permanecemos no país.
DESPESA TOTAL: R$ 1.265,03.
A viagem iniciou no dia 16 de outubro e terminou em 1º de novembro, durando um total de 17 dias. Sendo assim, o total rodado foi de 7.409 km e utilizados 298 litros de gasolina, com uma média de 24,8km/l.
A melhor média foi 30 km/l e a pior foi 20 km/l (O vento no Chaco fez o rendimento da moto cair drasticamente). A média total do valor do litro gasto foi de R$ 4,24.
A gasolina mais barata que pagamos foi em San Pedro de Atacama, R$ 3,66 o litro. E a mais cara foi em Tilcara, na entrada da cidade, R$ 5,15 o litro.
2. HOSPEDAGEM
Não tínhamos todos os equipamentos de camping na época, então decidimos ficar em hostels e hotéis com preços acessíveis.
No Brasil não tivemos gastos, pois ficamos na casa de familiares em São Luiz Gonzaga/RS (próximo à fronteira). Para os demais locais, estipulamos um teto 150,00 para o valor da estadia.
O total de despesas com hospedagem distribuído em:
ARGENTINA: R$ 754,45
CHILE: R$ 949,42
DESPESA TOTAL: R$ 1.703,87

Conseguimos nos manter dentro desta meta para todos os lugares, com exceção de Copiapó, que pagamos r$ 180,00 o quarto de casal. Esta foi a hospedagem mais cara, enquanto a mais barata foi de R$ 60,00 por um quarto com beliche em San Pedro de Atacama.

3. ALIMENTAÇÃO
Como ficamos em hostels e hotéis, buscamos lugares com preços também acessíveis para comer. A única exceção foi Monte Quemado, que jantamos no hotel, pois não havia nada em volta. Percebemos que não é muito barato comer no Chile, pelo menos comer decentemente. E como já estávamos economizando na hospedagem, nos permitimos apreciar boas refeições por lá. Assim como a hospedagem, no Brasil também economizamos na alimentação, o gasto foi mínimo, com garrafas de água e barras de cereais para comer na estrada. Então, os gastos se distribuíram assim:
BRASIL: R$ 5,00
ARGENTINA: R$ 334,31
CHILE: R$ 832,23
DESPESA TOTAL: R$ 1.171,54 com uma média por dia de R$ 68,00.

4. PASSEIOS
Só no Chile foram realizados passeios pagos, nas Lagunas e no Valle de La Luna, que somaram um total de R$ 85,47.
É importante saliantar que esses valores são apenas das entradas dos locais, pois fomos de moto, seguindo as vans, não contratamos nenhuma agência.

E onde gastamos mais?
Em relação a despesas por país, o gasto obviamente foi maior no Chile, pois, embora o combustível lá seja mais barato, tivemos mais gasto com hospedagem, alimentação e os passeios, somando um total de R$ 2.277,89, enquanto na Argentina gastamos um total de R$ 1.745,72 e somente R$ 202,30 no Brasil.  Fizemos também este gráfico para melhor visualização do comparativo:

Mas, afinal, quanto custou a viagem no total?
O total de gasto da viagem toda foi de R$ 4.225,91.
Pelos nossos cálculos, gastamos aproximadamente US$ 76,00 por dia (o casal). Ficamos até abaixo da média de U$ 100,00 por dia que outros viajantes que pesquisamos usam para calcular o teto de suas despesas.

A conversão das moedas para calcular o total de gastos foi feita no câmbio da época da viagem. Recomendamos a vocês buscarem aplicativos para celular que façam a conversão cambial instantânea. Para nós foi bastante útil.
Até porque, muito provavelmente estes valores que apresentamos já estejam diferentes agora, em 2018, com a alta do dólar. Mas foi só para dar uma ideia de quanto gastamos para ir de moto para o Atacama no ano passado. Espero que tenha sido útil, e qualquer outra dúvida que possam ter, por favor nos contatem por aqui ou por nossas redes sociais. É sempre um prazer trocar experiências de viagens como esta.
Lembrando que não existe uma forma correta de viajar, cada pessoa tem seus limites, gostos e necessidades. Desde que tomados os devidos cuidados com a segurança do veículo e a revisão dos equipamentos/acessórios, sempre é possível se divertir, seja no camping mais simples ou no hotel mais luxuoso.
Ah, e imprevistos sempre podem acontecer. É importante considerar isso no planejamento dos gastos. Até esquecemos de mencionar os R$ 30,00 da câmara nova para o nosso pneu, que murchou na fronteira… rsrsrs.
As próximas postagens prometem novidades por aí.
Abraços e pé na estrada!

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