Quando (quase) acampamos em Cambará do Sul

Bom dia amigos e amigas da estrada! Dando continuidade ao plano de acamparmos na serra para testar alguns equipamentos, nos planejamos para ir para Cambará do Sul no feriado de Páscoa. Essa cidade, que fica a uns 200 km de distância de Porto Alegre, é quase na fronteira com SC e é onde se localizam os cânions Fortaleza e Itaimbezinho. Como esta época já é de frio, vamos testar a eficácia dos nossos sacos de dormir e dos isolantes térmicos.

Saímos de Porto Alegre de manhã bem cedo, pois hoje a estrada é um pouco mais longa. Para chegar lá é só subir direto pela RS-020 por Taquara e São Francisco de Paula.

Não conseguimos tirar uma foto melhor que essa, desculpem 🙁

Chegamos lá por volta das 13h00 e fomos direto para a Pousada das Corucacas. É uma pousada que fica numa fazenda (com o mesmo nome), que tem cabanas e área de camping, passeios a cavalo, caminhadas na mata nativa e pesca esportiva. Para quem se interessar, segue o link: http://www.corucacas.com.br/index.html

Montamos a barraca e fomos preparar o almoço, pois já passava das 14h00, o tempo estava feio e queríamos ir no cânion Fortaleza ainda naquele dia. Mas as coisas acabaram não saindo conforme o esperado.

O cânion Fortaleza fica dentro do Parque Nacional da Serra Geral, há aproximadamente 20 km da pousada. Mais da metade deste trajeto é de chão batido, com muitas pedras. O céu estava nublado, fazia frio e havia uma neblina muito forte, a nossa visibilidade estava bastante comprometida. Não conseguíamos enxergar direito para onde estávamos indo. Chegamos a pensar que talvez não fosse um bom dia para irmos até lá.

Esse pensamento se confirmou quando, após rodarmos uns 5 km no chão batido, passamos por uma pedra enorme e o amortecedor não aguentou. Escutamos um barulho e a traseira da moto desceu. Fim da linha para nós. Dali em diante era ver como sairíamos dali. Um casal até ofereceu ajuda, mas estavam em um carro pequeno, não tinha muito o que fazer. Mas conseguimos, não sabemos como, retornar com a moto assim mesmo, a 10 km/h, para a pousada e de lá acionar a seguradora.

A moto “rebaixada”.

Após o contato com a Porto Seguro, como nos deram uma previsão de apenas uma hora para nos resgatar, decidimos desarmar a barraca e guardamos tudo na bagagem. Após levantarmos todo o acampamento, mudaram a previsão para 3 horas, pois o caminhão estava vindo do litoral e teria que fazer toda a volta pela Rota do Sol, pois ele não conseguiria vir pela Serra do Faxinal. Já estava escuro para montar a barraca e tudo de novo, só nos restou aguardar o resgate.

Registro da moto sendo recolhida pelo guincho da seguradora.

O caminhão guincho da seguradora chegou por volta das 20h30. O dono da pousada, o Seu Roberto, a gentileza em pessoa, não nos cobrou nada (pois não pernoitamos) e nos prestou toda a assistência possível. Somos muito gratos. Chegamos em casa eram quase 23h30, não registramos mais nada pois o cansaço era imenso. Segue o estado do amortecedor após o incidente:

Já o enviamos para revisão em SP e já o recebemos de volta.

No final fica o sentimento, a chateação pelo acontecido, pela viagem ter sido interrompida e todo o transtorno, mas tudo isso faz parte. Talvez seja um sinal de que devemos ir em outro momento, com o céu limpo e mais preparados. O próximo feriado é o de 1º de Maio, vamos nos organizar para voltar a Cambará. Nos desejem sorte da próxima vez!

Abraços e pé na estrada!

 

3 thoughts on “Quando (quase) acampamos em Cambará do Sul

  1. “DEUS ESCREVE CERTO POR LINHAS TORTAS” este ditado popular é mais do que certo, tem coisas que acontecem e nós ficamos chateados, mas só ELE sabe do que nos livrou adiante.
    conheci este post hoje(21/9/18) pelo instagram, muito bom, tambèm adoro andar de moto e acampar, as dicas que vocês poe ajuda muito.
    também tenho uma Tê 250 (2011) e gostaria de saber que amortecedor é este de vocês?
    Um grande abraço, e vou continuar seguindo vocês!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *