PROJETO (QUASE) USHUAIA 2018 – 2º dia

Data: 16/10/2018

Diferente de São Borja, a fronteira entre Uruguaiana e Paso de los Libres não é unificada, assim que tivemos que carimbar a saída do Brasil do lado de cá, atravessar a ponte internacional, e depois fazer a entrada na Argentina do lado de lá. Mas antes, uma passadinha necessária na casa de câmbio. Trocamos 300 euros por 13 mil pesos argentinos.

Aduana no lado brasileiro, onde carimba a saída.
Início da ponte internacional
Rio Uruguai

Aduana em Paso de los Libres

A aduana de Paso de los Libres é bem mais movimentada do que a de São Borja/Santo Tomé, aqui fazem a inspeção dos veículos, em especial os automóveis. Mas foi bem rápido o processo até. Entramos na Argentina e logo que pegamos a RN14 paramos para abastecer. Estávamos com saudades dos postos YPF. Os 9,70 litros de gasolina ali saíram por 405 pesos.

Lembram daquela sensação estranha, que incomodou desde o começo da viagem? Então, começou novamente quando percebemos que estava pingando óleo de onde achávamos que era o amortecedor. E quem acompanha o nosso blog lembra que lá em Cambará do Sul, no feriadão de Páscoa do ano passado, tivemos problemas com o amortecedor da Ténéré indo para o Cânion Fortaleza e tivemos que enviar para reparo, pois não é o original. Já começou a bater a ansiedade, pois ainda estávamos no início da viagem. Tudo bem que não é a mesma estrada dos cânions, mas a moto estava bem mais pesada com a bagagem e garupa. Ficamos naquela, voltar para casa e interromper a viagem dali quando mal entramos na Argentina ou seguir e correr o risco de ter problemas com o amortecedor mais uma vez, o que prejudicaria a viagem de qualquer maneira, pois estaríamos mais longe de casa?

No posto de gasolina tínhamos encontrado dois rapazes, que residem em São Leopoldo/RS, que estavam indo para o Chile de moto e pararam para nos oferecer ajuda. O povo da estrada, como sempre, parceiro. Mas estávamos tão apreensivos que nem perguntamos o nome deles, mas fica aqui o nosso profundo agradecimento. Estávamos parados em um posto, os dois rapazes conosco tentando nos ajudar, quando parou um grupo de uns senhores mais velhos, em motos maiores, que também nos ofereceram ajuda. Um deles ligou para um amigo que tinha uma loja autorizada da Yamaha na próxima cidade a uns 30 km dali. Os rapazes de São Leopoldo nos escoltaram até a entrada da cidade, e depois seguiram seu caminho.

Um dos rapazes nos escoltando ali na frente.

De qualquer forma, como o amortecedor não é original da Yamaha, não teve muito o que fazer, resolvemos seguir viagem e ver no que ia dar. Iríamos acampar em Luján, mas, ao invés disso, decidimos ficar um pouco antes, em Concepción Del Uruguai, sempre seguindo pela RN14.

Encontramos um hotel com um preço bem em conta, o hotel Virrey, pegamos um desconto no Booking.com (já devíamos ter pensado nisso lá no Atacama em 2017, pela praticidade de já chegar em um lugar com a reserva feita e não ter que ficar vagando atrás de hostel como fizemos). A diária aqui saiu por 1.260 pesos

Hotel Virrey em Concepción del Uruguai.
Entrada do estacionamento (gratuito).

Enfim, não foi um dia muito interessante, com coisas boas ou belas paisagens para mostrar, mas quisemos dividir também esses momentos de angústia, que temos a certeza que acontece com todos que se aventuram na estrada. Por sorte, nada como uma parrillada e uma Quilmes para esquecer os problemas. O jantar ali saiu por 860 pesos.

Ao final, gastamos um total de 2.525 pesos (256 reais) e fizemos 391 km até Concepción Del Uruguai. Próximo dia, tentaríamos ir para Santa Rosa, mas vamos ver como a moto vai se comportar até lá. Enquanto isso vamos vendo alternativas se precisarmos parar antes. Nos desejem sorte. Abraços e pé na estrada!

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