De volta a Cambará do Sul

Somos brasileiros e não desistimos nunca! Dia de voltar a Cambará do Sul para continuarmos aquela viagem interrompida no feriado de Pascoa. Pegamos o fim de semana dos dias 29 e 30 de abril, perto do feriado do Dia do Trabalhador. Pegamos o mesmo caminho até Cambará, nem precisamos mostrar de novo.

Desta vez ficamos na área de camping da Fazenda Pindorama, pois estava tendo um evento na Pousada das Corucacas, esta estava lotada. As pousadas/fazendas são bem próximas uma da outra.

Fachada da Fazenda Pindorama.

A área de camping não é muito grande, mas é muito bem organizada, com uma boa estrutura. Tem banheiros, bastante limpos e organizados, e uma cozinha para uso coletivo.

Armamos a barraca e descansamos um pouco antes de preparar o almoço. Durante o dia até fez calor, mas sabíamos que ao cair da noite iria esfriar. É hoje que iríamos testar os sacos de dormir e os isolantes térmicos. Levamos um isolante de EVA e um inflável da CAMP e mais um travesseiro inflável da Guepardo.

A foto é repetida, é que esquecemos de tirar foto dos isolantes térmicos :-\

Continuamos com o nosso kit cozinha improvisado, usamos o nosso kit talher da Nautika, que na verdade é um canivete que vem com talheres, saca-rolhas e abridor de lata. Como panela, usamos aqueles recipientes de colocar marmita (em breve teremos panelas novas para camping) e para cozinhar, o bom e velho fogareiro e cartucho de gás da Nautika.

Após o almoço, nos preparamos para ir ao cânion Fortaleza. Conforme explicamos na postagem anterior, ele fica dentro do Parque Nacional da Serra Geral, a aproximadamente uns 20 km de onde estávamos acampados. Metade do caminho até lá é de chão batido, com muita pedra, então rezamos para tudo dar certo dessa vez, já que o tempo estava ensolarado, com o céu limpo, sem neblina.

Rota para o Cânion Fortaleza.

Felizmente deu tudo certo e chegamos ao cânion Fortaleza. A trilha até lá é uma subida de 1 km. Não estávamos com as roupas mais adequadas para uma trilha, mas devagarinho fomos chegando ao topo do cânion. O parque fica aberto só até às 18h00, logo, é sempre bom chegar cedo lá.

Na volta foi possível ver o bonito entardecer da serra gaúcha.

Chegamos de volta ao camping antes do anoitecer, já havia mais barracas do que quando saímos para o passeio. Conforme anoitecia, a temperatura caía.

A noite foi agitada, não foi possível dormir muito, não tanto pelo frio, mas por causa de um dos hóspedes do camping que sofria de apneia do sono e estava em uma barraca próxima à nossa. Para dizer a verdade, todo o camping teve dificuldades para dormir por causa dos roncos, era um caso preocupante. Bem, voltando ao frio: Os sacos de dormir são bons, aguentam baixas temperaturas, mas sempre combinados com bons isolantes térmicos. Concluímos que o isolante de EVA, embora seja eficaz para proteger do frio, é desconfortável e faz muito volume na bagagem. O isolante inflável da CAMP é prático para armazenar, porém deve estar bem cheio e quem for utilizá-lo deve evitar se mexer muito durante a noite. Não tiramos foto do nosso isolante térmico, então achamos essa imagem dele na internet, para ilustrar:

Fonte: Google imagens.

Talvez devêssemos tentar outra marca, com um formato diferente.

Enfim, acordamos cedo e resolvemos fazer um café, que hoje o passeio continua. Esquecemos do suporte para colocar o filtro do café, então até isso foi no improviso.

O caminho para o cânion Itaimbezinho é um pouco mais longo, mas a estrada é um pouco melhor.

Rota para o Cânion Itaimbezinho.

Este cânion fica dentro do Parque Nacional dos Aparados da Serra. A trilha até lá é plana, mas são 6 km de caminhada, sendo 3 km para ir e 3 km para voltar.

Aí sim 😉

Esses coletores de nevoeiro são parte de um projeto de pesquisa das universidades federais de São Paulo (USP), Goiás (UFG) e Santa Maria (UFSM).

 

Um conselho para quem for fazer esta trilha, leve algo para comer e bastante água.

De volta ao camping, era hora do almoço, fizemos o de sempre e levantamos acampamento para retornar à capital antes do anoitecer.

A volta foi tranquila, pela RS-020. Ficamos satisfeitos que tudo deu certo dessa vez, o amortecedor suportou a estrada até os cânions, o tempo bom ajudou e nos foi possível ter mais uma noção sobre os equipamentos de camping para a viagem do final do ano, principalmente os isolantes térmicos, tão essenciais na Patagônia. Continuaremos nas próximas postagens apresentando um pouco mais do nosso planejamento para Ushuaia. Obrigado por nos acompanhar até aqui.

Abraços e pé na estrada!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *