De moto para o Atacama – 8º DIA

SEGUNDA-FEIRA, 23/10/2017

Hoje tiramos o dia de folga, para recuperar as energias, rever o planejamento da viagem, lavar roupa e trocar o óleo da moto. Sim, lavamos as roupas durante a viagem, seja nos hostels ou hotéis, onde dá para pendurar, às vezes até no quarto. Improvisamos varais com as cordas de fixar a bagagem e trouxermos sabão de coco, que já aproveitamos para usar no banho. É assim que fazemos, reduz o número de coisas a trazer e torna a viagem mais prática. E isso está sendo um aprendizado que não esperávamos ter. Nos demos conta de que somos muito apegados a coisas, métodos e protocolos no dia a dia que nos dificultam a vida. Tudo isso norteado por uma cultura de consumo, que nos faz pensar que tudo que consumimos é essencial. Então, temos medo da falta, aí queremos levar uma bagagem maior do que nós mesmos. Tralhas, tralhas, tralhas. Pois bem, passamos a viagem inteira muito bem sem sabonete e sobrevivemos.

Acordamos cedo, tomamos outro café da manhã esperto na Franchuteria (já falamos que é a melhor padaria do Atacama?) e voltamos para curtir um pouco a área externa do hostel. No pátio tem várias redes para deitar, espaços com sofás e mesinhas de centro cobertas com um toldo de tecido, mesas, cadeiras e bancos de madeira. Uma pena que durante o dia, as redes ficam no sol. Mas o lugar é bem colorido, bem bonito.

Pátio do Hostel CKappin (Calle Aduana, nº 100)

Testando a câmera.

Quem lembra de usar um desses? 😀

Quando deu 14h00 em ponto, trocamos de quarto, pois tinha uma reserva no que estávamos ocupando para este dia. Passamos para um quarto com um beliche, por 12.000 pesos. Para uma noite, está excelente, só tinha esta cama, então seguimos meio que privativo.

De tarde, fomos no único posto da Copec que existe em San Pedro de Atacama. Durante a semana, no final da tarde, é impossível ir sem enfrentar uma fila gigantesca de vans, ônibus e carros de turistas, que vão abastecer para os passeios do dia seguinte. Aproveitamos que ainda estava cedo e sem movimento e abastecemos e, depois, trocamos o óleo da moto ali mesmo perto do posto.

À noite, jantamos no Salón de Té, pedimos dois sanduíches (o pão é gigante) e dois refrigerantes, por 9.200 pesos no total. Depois passamos em uma casa de câmbio (não era a mesma do dia 20) e trocamos 500 reais por 91.000 pesos chilenos. Achamos que essa casa trabalha com uma taxa mais vantajosa do que a primeira que fomos. Voltamos ali e trocamos dólares, desta vez, 100 por 62.000 pesos. Melhor ainda.

Aproveitamos o final da noite para passear no centrinho, comprar souvenires para a família/amigos e nos despedir do Atacama, pois o caminho de volta é pelo Paso de San Francisco, não sabemos ainda o que nos aguarda. O plano é ir para Antofagasta e Copiapó – para conhecer o Oceano Pacífico-, e de Copiapó voltar pelo Paso de San Francisco, cruzar a fronteira para a Argentina e pernoitar em Fiambalá, Cafayate, Salta, novamente em Monte Quemado (tentando evitar o Chaco, não sabemos como), Corrientes, e, no final, voltar ao Brasil pela mesma fronteira, por São Borja. Será que vai dar certo? Fiquem ligados e saberão. Um abraço e pé na estrada!

Trajeto planejado para a volta pelo Paso de San Francisco.

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