De moto para o Atacama – 6º DIA

SÁBADO, 21/10/2017

Bom dia, San Pedro de Atacama! Hoje começamos nosso roteiro de passeios, mas não antes de curtirmos um desayuno no Salón de Té, ali no centrinho, na rua Caracoles. Eles servem todos os tipos de refeições, de manhã até de noite, o preço é razoável – gastamos em torno de 9.000 pesos – e a comida é boa, porções muito bem servidas. Na verdade já serviu como café da manhã e almoço, pois já era quase meio-dia.

Por volta de umas 13h30 saímos de San Pedro, pegando o início da RN23, mas em vez de seguir por ela, entramos no primeiro acesso para Coyo e 4 km depois estávamos na entrada do Valle De La Luna.

Os valores da entrada por pessoa dependem da hora em que chegamos; se formos de manhã, o valor é 2.500 pesos, se formos depois do meio-dia, o valor é 3.000 pesos. Idosos, crianças e estudantes pagam 2.500 pesos. Como chegamos depois das 13h00, pagamos 3.000 pesos cada um. Explicaram todo o roteiro e os acessos, e informaram que o comprovante que nos foi dado do pagamento da entrada dá direito a assistir o pôr-do-sol tanto no Mirador de Kari na Piedra Del Coyote (vista para o Valle De La Luna), quanto no Valle De La Muerte (do outro lado da RN23), é só apresentá-lo na entrada. O que não nos informaram é que a maioria dos acessos do Valle De La Luna estava bloqueado. Para resumir, de todo o passeio, só conseguimos ir até às Três Marias. Mas, apesar de tudo, valeu o passeio.

Dali, voltamos para a RN23 para pegar o acesso da B-241 que nos levaria para Lagunas Escondidas. Foram 3,3 km até o acesso e do acesso até as Lagunas foram 40 km de estrada de rípio. Valeu cada sacolejo. A paz que a gente sente em uma estrada como esta não tem explicação. Só se ouve a própria respiração.

Enfim, chegamos às Lagunas Escondidas. É cobrada uma entrada de 2.000 pesos por pessoa, com a mesma regra para idosos, crianças e estudantes. A guia do local explicou que as Lagunas Escondidas são formadas por sete lagoas, uma ao lado da outra, que se quiséssemos percorrer todas, levaria mais ou menos uma hora de caminhada. Pensamos, “nesse sol? Melhor não”. Ela também explicou que apenas a primeira lagoa é própria para banho (mas sem molhar o rosto, pela quantidade de sal na água), as outras não, apenas poderíamos tirar fotos das demais. O lugar dispõe de chuveiros com água doce, para quem quiser tirar o sal depois de se banhar e também de locais com sombra para quem levar algo para comer. Importante, lá não tem lixeiras, então levem um saquinho para descartar seus resíduos depois.

A guia também sugeriu que aproveitássemos para tirar fotos e curtir o passeio até as 16h00, pois é nesta hora que chegam as vans com as excursões. Seguimos seu conselho, pois às 16h00 em ponto avistamos as primeiras vans, e logo o lugar estava lotado com milhares de turistas – que já desciam das vans reclamando do ar-condicionado e da estrada “esburacada”. Já tínhamos visto e registrado a beleza das lagoas e da paisagem, aproveitamos para ir embora, pois logo o sol ia se por. Constatamos que fazer uma viagem ou um passeio desses de moto realmente é uma proposta bem diferente.

Voltamos para o hostel, tomamos um banho e fomos jantar na Casa Solcor, um restaurante bonito, com música ao vivo e que serve um chopp maravilhoso. Pedimos dois chopes, com um prato que tinha vários tipos de carne e acompanhava batatas fritas, tudo isso saiu por 22.000 pesos.

 

Hoje o relato foi mais curto, o que até faz sentido, pois preferimos mostrar as fotos e deixar as imagens falarem por si só. Na próxima postagem tem o segundo dia de passeios nas Lagunas, foi o dia mais intenso em termos de altitude, temperatura e trajeto. Um abraço e pé na estrada!

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