De moto para o Atacama – 17º (e último) DIA

QUARTA-FEIRA, 01/11/2017

Hoje é o dia em que vamos para Porto Alegre, tchau! Voltar para casa. Parece que faz meses que estamos fora. E com certeza, o astral todo da viagem, do Atacama, dos lugares, ainda está pulsando dentro da gente, é uma mistura de saudades já do Atacama, mas ao mesmo tempo, alegria por estarmos voltando. Vocês entendem.

Saímos de São Luiz Gonzaga um pouco mais tarde, por volta das 10 da manhã. A gente costuma evitar a estrada à noite, mas esse caminho já é conhecido. Hoje vamos com calma, bem tranquilos.

Tava tudo muito tranqüilo. Havíamos passado por Ijuí, percebemos que o pneu estava murcho. Paramos em um posto que tinha borracharia, mas ela só ia abrir às 13h30. Calibramos o pneu e esperamos, deu 13h30, 13h40, 13h50 e nada, resolvemos tentar seguir.  No próximo posto, em Bozano, verificamos a calibragem novamente e a existência de mais uma borracharia. Rodamos mais um pouco e dali a pouco, sentimos o pneu murcho de novo. Pelo GPS, vimos que rodamos 7 km depois de sair do posto. Ou seja, teríamos que voltar empurrando a moto por 7 km, no calor das 14h00.

Sem opção na vida, fomos empurrando a moto e rezando para aparecer outro Sr. Marcos na nossa vida. E ele apareceu. O João, estava na pista contrária, indo para Erechim, fez o retorno e parou o carro nos oferecendo ajuda. Assim como o Seu Marcos, ele levou o pneu em uma borracharia naquele posto e pediu para aguardarmos ali. Desta vez, pedimos a ele para dar uma observada de perto no trabalho do pessoal da borracharia, vocês sabem. Logo ele voltou e nos explicou que a borracharia da Argentina fez uma gambiarra nos remendos da câmara furada. Eles se aproveitaram do momento em que o Sr. Marcos se preocupou em ir comprar água e comida para nós, que tapearam ele (e a nós também) na troca da câmara. Colocaram a mesma câmara e começou a vazar ar pelo remendo mal feito. Agora o problema foi resolvido da forma correta.

O João, que é de Erechim, foi outra alma generosa que nos socorreu nesse momento de aperto. O brasileiro quando revela o seu altruísmo, não tem para ninguém. Seguimos na estrada, só fizemos uma rápida parada em Tio Hugo para um pastel com Coca Cola. Depois decidimos pegar a BR-386, que sai em Canoas por Nova Santa Rita, e depois direto pela BR-448, também conhecida como Rodovia do Parque.

Chegamos em Porto Alegre por volta de umas 23h00. Não acreditamos quando enxergamos a Arena do Grêmio no final da rodovia, estávamos em casa. Fomos nessa sensação de torpor misturado com cansaço até cruzarmos o portão do nosso prédio e estacionarmos a moto na nossa vaga da garagem.

Para a posteridade: foram 17 dias de viagem até o Chile, ida e volta. Um total de 7.409,1 km, uma experiência inesquecível. Lamentamos não ter muita foto deste dia, pois estávamos nas últimas do cansaço. Depois de todo este tempo, nossa vontade maior era de chegarmos em casa.

Muito obrigada por ter nos acompanhado nessa expedição maravilhosa. Contamos com a sua companhia nas próximas que virão, ela é muito importante para nós. Na próxima postagem, apresentaremos os nossos gastos totais desta viagem. Agora é descansar e processar a viagem em nossas mentes e corações. Abraços e pé na estrada!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *