De moto para o Atacama – 12º DIA

SEXTA-FEIRA, 27/10/2017

Para dizer a verdade, não ficamos tão chateados em ter que voltar a San Pedro de Atacama. Esta região do Atacama ganhou um lugar em nossos corações e esperamos voltar muitas vezes. Mas, como relatamos ontem, é feriado no Chile, e isso significa que cada centímetro quadrado desta cidade vai ser disputado por turistas de todo o lugar. Ou seja, não reservamos hospedagem, então provavelmente tenhamos que rodar por um bom tempo atrás de uma vaga em hostel ou até hotel mesmo, mesmo que custe um pouco mais.

Desta vez não subimos pela RN1 para depois descer para San Pedro, desta vez escolhemos subir direto RN5 e depois pegar a RN25. Entre Antofagasta e o acesso à RNA RN25 não possui muitos atrativos, é basicamente a mesma paisagem na maior parte do tempo, algumas indústrias na beira da estrada pela região de Sierra Gorda.

O que quebra um pouco a monotonia são alguns achados chamados Geóglifos de Pintado – desenhos na areia nas encostas dos morros na beira da estrada, e existem teorias de que eles foram feitos por povos pré-Incas há mais de 2.000 anos. Infelizmente só fizemos um ou dois registros (e bem mais ou menos), mas serve para ilustrar.

Geóglifos de Pintado na RN25

É possível encontrar algumas informações sobre estes geóglifos na internet, para quem tiver interesse, segue o link de uma página chilena (na parte superior do site existe a opção para traduzir o conteúdo para a língua portuguesa): http://www.visitchile.com.br/geoglifos-de-pintados/.

Da saída de Antofagasta pela RN5 até o acesso à RN25 deu aproximadamente 120 km, e desta até Calama, onde inicia a RN23, que leva a San Pedro, foram mais 115 km. Finalmente, do início da RN23 até San Pedro foram os mesmos 95 km da ida.

Chegamos em San Pedro de Atacama por volta das 14h30 (hora local) e aí começou a peregrinação em busca de hospedagem. Rodamos praticamente toda a cidade (estava realmente bastante cheia por causa do tal feriado) e desde o hostel mais simples até o hotel mais sofisticado, nenhum tinha vaga, estava todos “full”, como eles diziam. A ansiedade começa a pegar um pouco, pois não tínhamos barraca e talvez nas cidades próximas passaríamos pelo mesmo problema. Depois de duas horas rodando em um calor de matar, conseguimos, finalmente, achar uma vaga no Hotel Amigos, que fica no início da cidade (ao perguntar se tinha vaga, enfatizamos que era só para aquela noite, talvez isso tenha ajudado). Conseguimos um quarto de casal por 30.000 pesos. O hotel ficava um pouco afastado da cidade, era mais tranqüilo e ficava bem de frente para o vulcão Licancabur.

Se bem que, mesmo sentindo o calor e o cansaço, após ver um casal mochileiro fazendo esta mesma peregrinação a pé por hospedagem, pensamos que ainda foi melhor ter feito essa busca sobre duas rodas, a pé deve ser muito mais difícil mesmo.

Neste dia se hospedaram no hotel uma turma de brasileiros em motos BMW. Alguns eram do Paraná e outros de São Paulo. Trocamos alguma ideia e depois cada um foi para o seu lado. Ainda tínhamos que tomar banho e jantar.

Por conveniência (e cansaço), escolhemos jantar de novo no Estrella Negra, pedimos as mesmas quesadillas e a mesma cerveja Austral (em time que tá ganhando não se mexe). Saiu tudo por 17.600 pesos.

Foto da arte na parede do restaurante Estrella Negra.

Passamos no mercado para comprar alguns itens e voltamos para o hotel para descansar dos 327 km rodados neste dia antes de cruzar a fronteira de volta para a Argentina. Abraços e pé na estrada!

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