Acampando no Parque da Cachoeira (Canela/RS)

Bom dia, amigos e amigas da estrada! Conforme abordamos na postagem anterior, o nosso plano de ir a Ushuaia em outubro requer preparação, planejamento e organização. Como pretendemos acampar durante esta viagem, decidimos testar alguns equipamentos por aqui pela serra gaúcha, porém, cientes de que o frio não é o mesmo… rsrsrs. Mas, pelo menos, treinar o seu manuseio e também para ir se acostumando com os diferentes ambientes de camping, já que uns terão mais estruturas que outros.

No fim de semana dos dias 02 e 03 de fevereiro deste ano fomos ao Parque da Cachoeira, em Canela/RS. Ainda era verão, então nosso foco era a organização do volume da bagagem. Aqui uma foto do que estamos levando: barraca, sacos de dormir, saco estanque para guardar roupas, isolantes térmicos, travesseiros infláveis, kit cozinha (panela, cantil p/ água com caneca embutida, talheres e duas canecas), comida, fogareiro e cartucho de gás.

Para quem não conhece, o parque fica localizado na RS-476, entre Canela e São Francisco de Paula, a uns 150 km de Porto Alegre. O parque possui uma estrutura com cabanas, áreas de camping, e realiza atividades como rapel e trilhas. Para quem tiver interesse, segue o link do site: http://www.parquedacachoeira.com.br/

Saímos de Porto Alegre pela BR-116 por Novo Hamburgo e subimos até lá, via Nova Petrópolis, pela RS-235.

Trajeto de ida até o Parque da Cachoeira pela RS-235.
Essa rota aqui também é conhecida como Rota Romântica.

Esse trajeto é o mais longo, mas vale a pena só de passar por Nova Petrópolis e Gramado.

O preço já não estava lá essas coisas…

Na rotatória do Parque do Saiqui, na RS-235 tem o acesso para a RS-476, e aí são aproximadamente 10 km de chão batido (e muita pedra) até o Parque da Cachoeira. Ele fica em frente à ponte de ferro de um acesso chamado Passo do Inferno, no encontro dos rios Cará e Santa Cruz.

Já havíamos rodado uns 3 km após entrarmos na RS-476.

Placa ao lado da ponte de ferro.
Entrada do parque.

O valor do camping na época estava R$ 40,00 por pessoa (valor adulto). Achamos caro, mas já conhecemos a estrutura deste parque, na verdade já o freqüentamos desde 2010, mas só tínhamos ficado nas cabanas. Escolhemos um local e armamos a barraca. A nossa é a Nepal para 2 pessoas, da Azteq. Bem fácil e prática de armar e desarmar.

Já era hora do almoço. Estamos em processo de aprendizado na culinária de camping, então, por agora, não conseguimos pensar em nada além de arroz com atum. Sustenta, mas estamos aceitando dicas para variar um pouco o cardápio, de forma prática, barata e boa.

Nosso kit cozinha ainda é bem rudimentar. Usamos a caneca do cantil para ferver água e usamos como “prato” também. Aí um de nós come na panelinha, onde a comida foi feita, e o outro come na caneca do cantil. É prático, é. Mas é um improviso, vamos aprimorar esta parte também, assim como o armazenamento correto dos alimentos.

Já havíamos testado o fogareiro e o cartucho de gás Tekgas 230g da Nautika, ele dura bastante até. Mas pensamos em levar um de reserva para Ushuaia, já que acamparemos bastante.

De barriga cheia, hora de visitar a cachoeira do rio Cará. Tem áreas demarcadas onde o banho é permitido. Ali tem muitas árvores de pinus e parreiras, a gente sente o cheiro conforme vai se aproximando da área de camping.

Quando foi anoitecendo, a temperatura caiu um pouco, mas nada muito drástico. Não foi como o Dia dos Namorados de 2016, por exemplo. Aqui sim seria bom como um “treinamento”.

Foto do dia 12/06/2016.
Ainda era outono.
Isso aqui é o mínimo que a gente espera da Patagônia.
Aqui tava moleza.

A noite foi tranquila, dormimos bem. Ainda não sabemos como será dormir (ou tentar pelo menos) no frio da Patagônia. Mas ainda temos tempo e todo um inverno pela frente. Hora de levantar, fazer um café para acordar, e pegar a estrada de volta, pois temos compromissos familiares nos aguardando que não nos permitiram nos estender por todo o fim de semana neste lugar maravilhoso.

Na hora de desarmar a barraca, um aprendizado muito importante para todos nós: sempre sacudir bem a barraca antes de guardar e as botas antes de calçar.

Nós nunca estamos sozinhos na mata.

Saímos ainda de manhã do parque e, dessa vez, voltamos para Porto Alegre pela RS-020 descendo por Taquara e Gravataí.

Trajeto de volta para Porto Alegre.

RS-020.

Acho que para o dia de hoje é isso. Em relação à bagagem, concluímos que o nosso saco de dormir de inverno, que é o Super Pluma da Trilhas e Rumos, apesar de muito bom para proteger do frio (conforto +6ºC, tolerância +4ºC e extremo 0ºC), é muito volumoso. Pensamos na possibilidade de utilizarmos sacos de dormir de verão e adicionar liners a eles, que podem nos dar um ganho de temperatura de até 15ºC. Vamos ver. Ainda temos outros campings pela frente para acertos e erros, e tudo vira aprendizado. Como na próxima postagem, que contaremos uma empreitada que não saiu muito conforme o planejado no feriado de páscoa em Cambará do Sul. Fiquem ligados.

Abraços e pé na estrada!

 

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